RIO TAPAJÓS

sábado, 10 de agosto de 2013

TRANSAMAZÔNICA: ESTRADA OU UMA TRILHA?

A BR-230, Rodovia Transamazônica, foi construída na década de 1970 no Plano de Integração Nacional. São mais de 40 anos de existência e a rodovia nunca recebeu um trato merecido e a população é quem sofre, pois o direito de ir e vir com tranquilidade e segurança é bloqueado com as péssimas condições em que se encontra esta via de circulação.


Estive (PENINHA) três dias percorrendo a BR-230, trecho Itaituba-Jacareacanga-Itaituba, e vi de perto a situação atual desta via. A condição de trafegabilidade é péssima há meses, apesar de constantes recursos financeiros que foram viabilizados para a sua recuperação. A Rodovia Transamazônica é uma verdadeira trilha: quando dois veículos se cruzam, um tem sair da trilha, correndo o risco de bater na ribanceira ou ir para o abismo, que alias é o que existe em abundância ao longo desta estrada.
Ponte no pé da ladeira, fora do eixo da estrada.
O perigo ronda quem trafega nesta BR, pois são centenas de curvas, estreitas e sem sinalização, e o risco de colisão com outro veículo é enorme. Inclusive, recentemente, a falta de sinalização provocou um grave acidente, causando a morte do delegado de Policia de Itaituba, Antonio Carlos e ferimentos graves nos dois outros ocupantes do veiculo oficial da policia. As placas, na suas maiorias pequenas e escondidas no mato, não são vistas pelos condutores dos veículos, fato suscetível a acidentes nas pontes.
Para que lado segue a estrada. Cadê a sinalização?

Apesar das pontes, algumas, na parte de cima se mostrarem perfeitas, na     parte de baixo estão às ruínas e sempre fora do eixo da estrada. Em grande parte o mato toma conta estreitando a estrada, e curvas em cima de curvas, sem nenhuma sinalização.   Outro grande perigo, são as centenas de pedras espalhadas sobre a estrada, o que tem causado também acidentes, devido o pneu furar, bater o Carter, quebrar a mola, amortecedor ou tentar desviar da pedra e perder a direção do veículo.
Assim esta a ponte do cipó.

Assim esta a ponte do cipó.

Assim esta a ponte do cipó.

Quando chove, tem ladeiras que os veículos não sobem e nem descem, devido ficarem lisas. Também nas margens da estrada, grandes crateras se formam, ameaçando e destruindo a pista de rolamento. São perigos constantes que quem trafega nesta estrada encontra. A ponte sobre o Igarapé do Cipó apresenta inúmeros buracos sobre o assoalho, onde a qualquer momento um carro pode virar ou o pneu engatar nas tabuas.  O perigo ronda dia e noite a Rodovia Transamazônica, colocando em risco a vida de pessoas que nela trafegam todos os dias.
Erosão está destruindo as margens da estrada.

O mato toa conta da estrada. Duas pontes: Qual e a usada?

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