RIO TAPAJÓS

domingo, 24 de fevereiro de 2013

26 ANOS SEM JOÃO SANTOS



Hoje, dia 25 de Fevereiro, é um dia como outro qualquer, porém para mim é um dia de tristeza, pois completam 26 anos que meu pai, JOÃO BENTO VEIGA DOS SANTOS faleceu.
Pouca gente sabe quem foi JOÃO BENTO VEIGA DOS SANTOS, e em breves linhas tentarei contar um pouco da sua história.
Conhecido por JOÃO SANTOS, nasceu em Santarém, no Estado do Pará, em 1925. Ingressou no quadro de funcionários do IBGE e em 1947 foi designado chefe da Agência de Estatística de Monte Alegre, onde conheceu e se interessou pela sua formação histórica e processo socioeconômico. Trabalhou no IBGE na cidade de Itaituba, onde por um longo coletou muitos dados sobre a história da região.
Em 1963 , já em Santarém, voltou a trabalhar no IBGE e depois  exerceu a função de Secretario da Prelazia. Formou um precioso arquivo de dados e informações sobre a historia santarena e região, tendo em 1978 publicado seu primeiro trabalho, uma monografia sobre o Monsenhor Frederico Costa, 1º Bispo Prelado de Santarém. Esta obra foi editada pelo Conselho Estadual de Cultura do Pará.
João Santos continuou suas pesquisas, tendo em 1980, publicado outra obra, intitulada CRÔNICAS DO MONTE, que fala sobre a história de Monte Alegre.
Meu pai muito contribuiu com a história de Santarém e região, pouco divulgada. Participou de grandes eventos, elevando o nome de Santarém, realizou dezenas de palestras pelo Brasil a fora, como varias vezes foi a Florianópolis-Santa Catarina, São Paulo, Manaus, para falar sobre a Amazônia, em especial Santarém.
Deixou em nossa casa, onde mora minha mãe, um acervo invejável para qualquer museu, com dados e informações preciosas sobre fatos e a historia da Amazônia. Este acervo, fez com que nossa família, através do meu irmão Padre Sabá e Ivan Carlos criassem a FUNDAÇÃO JOÃO SANTOS,  entidade da qual tenho o privilégio de ser o vice presidente.
Um dos maiores fatos da vida de João Santos, foi  sua passagem como Presidente do São Francisco Futebol Clube, que para manter minha palavra, quando anunciei na Radio Rural de Santarém  sua renuncia do cargo, pediu demissão.
João Santos, casou com uma monte alegrense, Nale Sadeck dos Santos,  que em Setembro próximo completará 90 anos de idade. Desta união, nasceram 8 filhos, sendo 3 mulheres e cinco homens, entre eles, eu, PENINHA. Tenho também o orgulho de ter dois irmãos padres: Padre Chico e Padre Sabá.
Me orgulho  de ser seu filho, mas tenho muita mágoa das autoridades de Santarém, que nunca reconheceram ou lembraram deste grande historiador e pesquisador. Agora, vai completar 26 que ele morreu e nunca fizeram uma homenagem justa a alguém que contribuiu com a nossa historia. Não estou pedindo para ser feita esta homenagem, mas apenas expressando meu descontentamento. Quem lembrou na época, foi o então Governador do Pará, Jáder Fontenelle Barbalho,  que colocou o nome de meu pai na Casa da Cultura de Santarém-JOÃO SANTOS. Espero, que pelo menos, in memorian mantenha a placa e o nome alusiva  ao meu pai.

Um comentário:

  1. Prezado Peninha
    Interesso-me pela história de Santarém e li um livro de seu pai, a monografia sobre Dom Frederico Costa.
    Gostaria de saber se há planos de republicar a "História do São Francisco Futebol Clube", livro que é difícil de achar, mesmo para consulta, nas bibliotecas.
    Talvez, em caso de dificuldades de publicação impressa, fosse o caso de escanear e pôr a cópia digital na Internet, para divulgação e acesso dos interessados.
    Um abraço!

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