RIO TAPAJÓS

segunda-feira, 9 de julho de 2012

ETERNO AMIGO


Tive a oportunidade de conhecer o Paulo Cesar Correa quando morávamos em Santarém. Ele sempre foi do tipo brincalhão e nunca demonstrava sentimento de raiva ou tristeza. Tirava sempre ‘SARRO”, falando de maneira seria, o que deixava surpresas as pessoas que não o conheciam. Assim era o meu eterno amigo Paulo Correa, que dia 7 de julho de 2012, foi chamado para outra missão pelo grande Pai do universo.
Paulo residia próximo à minha casa, e todas as manhãs, junto ao Eduardo Azevedo, vinha até minha casa, com expressão séria, mas já tirando brincadeiras com o João  meu filho, com o Maene(amigo) ou com a minha esposa Ângela. Sempre na “zoação” e alegrando a todos, ele era uma pessoa extrovertida, divertida e alegre, sua presença deixava o ambiente bem como o clima, leve, agradável. Paulo foi, sem dúvida, um homem feliz, um profissional bem sucedido, um amigo inesquecível!
Eu sabia que o Paulo era hipertenso e diabético, mas que se cuidava muito bem. Fazia exames periodicamente, comia de tudo, mas com cautela. Sempre me dava conselhos para que eu cuidasse de minha saúde. Quando me operei foi uma das pessoas que mais me deu força, me ligou varias vezes perguntando se estava tudo bem, me dava força dizendo que tinha conversando com os médicos e que eles haviam dito que não havia nada de preocupante com a minha saúde.
No dia anterior a sua morte, Paulo, como de costume, tomou café em minha casa e conversamos muito com o Eduardo Azevedo sobre a política de Jacareacanga e de Itaituba. Meu amigo demonstrava estar bem. A tarde me ligou dizendo que estava atravessando com o Eduardo para Miritituba onde me esperariam. Encontramos-nos e de lá seguimos para o KM 28 para a inauguração do posto de saúde, sempre feliz, me disse que no sábado(07/07/12) pela manhã iria pescar com o Dr. Eliezer e  o Júnior, seu sobrinho.
Diferente de todos os dias de minha vida, sábado (07/07/12) acordei mais tarde, por volta das 8:30 AM, e estava no banho, quando meu celular tocou a primeira vez, quando fui atender tinha caído a ligação. Vi que quem tinha ligado era Iraci, minha amiga em comum com o Paulo.Ela ligou novamente e quando atendi ela perguntou “sabe o que aconteceu com o Paulo do Baeco?” Respondi que não, e perguntei o que ocorrera, e fui então informado do falecimento dele, fruto de um infarto. Minhas pernas tremeram, senti um aperto no peito, um nó na garganta, e um sentimento de perda. Minha esposa, que estava deitada, ao saber do falecimento, pulou da cama,, pensou que era brincadeira mas infelizmente não era, disse a ela que ele estava no hospital municipal, para onde eu estava indo, e onde ao chegar, me deparei com uma multidão, mas o corpo do meu amigo já havia sido levado para a funerária. Conversei com o Eliezer que me disse tinha ido a padaria comprar pão e quando retornou viu o Paulo praticamente morto e chamaram imediatamente a ambulância. Segundo o Junior, seu tio sentiu-se mal, reclamou de uma forte dor no peito mas recusou a proposta de ir ao hospital,  deitou-se em uma rede e pediu para ligarem para o Dr Edivaldo, irmão do Eduardo Azevedo. Completada a ligação Paulo disse para o Edivaldo que estava com muita dor no peito, o médico o orientou a ir imediatamente para o  hospital onde seriam tomadas as providências necessárias. Como disse o sábio Cazuza “ o tempo não para”, e creio que o tempo foi único inimigo do Paulo Correa, que não resistiu o fulminante infarto e  morreu em  casa, mesmo tendo sido levado pelo SAMU para o hospital municipal.
Assim acabou a memorável trajetória de um amigo inigualável, que com certeza fará muita falta em minha casa, em minha vida, na prefeitura e neste município. Minhas manhas não serão as mesmas, meu dia-a-dia será mais difícil, pois perdi meu amigo fiel, leal e sincero, que sempre me orientava e aconselhava. Apreendi muito com você Paulo e farei o possível para não decepcioná-lo, tudo que você me ensinou, cada minuto que estive ao seu lado, cada palavra dita, cada sorriso dado, toda a confiança em você depositada, tudo valeu muito a pena.
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. (São João 11,25)
 DESCANSE EM PAZ.

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